terça-feira, 9 de junho de 2020

DEBATE ONLINE – CRIANÇAS EM CONFINAMENTO: QUE DIREITOS? QUE PROTEÇÕES?


último debate focou nos direitos das crianças da Guiné- Bissau durante a pandemia. As crianças não são a face desta pandemia, mas correm o risco de estar entre as suas maiores vítimas. Para abordar este tópico  falamos com Lizidória Mendes (Activista Social) e Laudolino Medina, Secretario Executivo da Associação Amigos da Criança (AMIC).

As consequências econômicas da pandemia e as medidas impostas para conter a propagação do vírus estão a ter um impacto desastroso sobre muitas crianças e podem resultar num aumento do risco de abuso e violência, advertem os nossos convidados. 

Ao longo da conversa foram destacados diversos impactos da pandemia que põem em causa os Direitos Humanos das crianças, nomeadamente as desigualdades no acesso à educação à distância por razões relacionadas com os recursos e materiais disponíveis, e com o acompanhamento existente em casa; aumento dos casos de insegurança alimentar com a perda de rendimentos das famílias; dificuldades de acesso a serviços básicos e bens essenciais; crianças em maior risco de abuso nas suas casas, bem como de exposição a vários tipos de violência e dificuldades no acompanhamento de crianças e jovens em situação vulnerável ou em risco​ por insuficiência do modelo de acompanhamento à distância e lacunas na sinalização de potenciais novos casos.

Os direitos e a perspetiva da criança têm estado ausentes nas medidas de prevenção adotadas. Todos os recursos estão a ser canalizados para manter o sistema de saúde e a economia em funcionamento, descurando dos direitos das crianças. Corre-se o risco de uma geração de crianças ficar para trás sem a adoção de políticas integradas e coordenadas para responder à vulnerabilidade das crianças durante e pós- pandemia. E urgente adotar medidas para mitigar os efeitos desproporcionais às crianças particularmente as mais vulneráveis.

Perante este cenário, como garantir a proteção dos direitos das crianças? Os nossos convidados apelam a uma maior coordenação entre diferentes atores para que as necessidades das crianças sejam identificadas e abordadas através de um conjunto de medidas integradas e que envolva as próprias crianças no processo. Salientam ainda que dispensar uma atenção especial aos direitos das crianças é “mais necessário do que nunca". 

Pode assistir ao debate complete no nosso Facebook aqui

Venham pensar e debater connosco! 

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