As principais preocupações incluem a situação político-militar, a segurança social, protecção do emprego e do trabalho, a disseminação da informação, entre outras.
quinta-feira, 7 de maio de 2020
DIÁLOGO(S) COM A SOCIEDADE: ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL MOÇAMBICANAS SOBRE A CRISE PROVOCADA PELA COVID-19
Um conjunto de organizações da sociedade civil moçambicanas divulgou um comunicado sobre a crise gerada pela COVID-19, apresentando preocupações, propostas e participação da sociedade civil.
quarta-feira, 6 de maio de 2020
DIÁLOGO(S) COM A SOCIEDADE: A MODA É PREVENIR E SALVAR VIDAS
Desde o início da pandemia estive atento à situação mundo fora e fui me informando sobre as medidas adotadas por outros países. Comecei a fazer máscaras para ajudar a minha gente, pois fiquei a saber que as máscaras cirúrgicas existentes não chegariam para todos. Tenho consciência das limitações que a Guiné-Bissau enfrenta em todas as áreas, principalmente na saúde, e que estamos numa posição de vulnerabilidade perante ao novo coronavírus.
Fui o primeiro no país a confecionar este tipo de máscara. No início houve muita polémica: as pessoas questionavam a eficiência e diziam, por exemplo, que o pano africano não poderia ser usado por causa da tinta. Mas eu estava convicto da minha ação, antes de iniciá-la pesquisei bastante. Minhas buscas levaram-me ao pronunciamento do então Ministro da Saúde do Brasil que orientava a sua população ao uso das máscaras de tecido. Passado algum tempo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também emitiu um parecer neste sentido. Hoje, colegas que me criticaram também estão a produzi-las.
Conto com uma equipa de oito alfaiates. No começo apenas dois ocupavam-se dessa produção. Fazíamos cerca de 200/300 máscaras que acabavam no mesmo dia! Agora que as encomendas de roupas já foram despachadas, todos estão a fazer máscaras; confecionamos mais de 600 unidades por dia. Parte das máscaras são oferecidas e outras vendidas a um preço simbólico para assegurar a compra de material de produção, bem como garantir o funcionamento do atelier e o pagamento dos funcionários.
Já distribui máscaras em hospitais, centros de saúde, para associações de jovens que promovem a limpeza de seus bairros, para as pessoas que encontro na rua... por vezes, como tenho o documento de livre trânsito, pego no carro e vou para bairros distantes, onde a população tem dificuldade para sair de casa devido à interdição dos transportes públicos, e distribuo.
terça-feira, 5 de maio de 2020
DIÁLOGO(S) COM A SOCIEDADE: MÃOS À OBRA
Chamo-me Adiato Baldé, sou Guineense, licenciada em farmácia, atualmente a viver em Manchester, Reino Unido.
Com o surto do Covid-19 no Reino Unido, houve uma escassez de desinfetantes para as mãos no mercado. Quando o meu acabou, procurei nas lojas onde habitualmente compro, sem sucesso, por isso decidi criar o meu próprio desinfetante.
O desinfetante era um produto indispensável para o meu dia a dia, mesmo antes da pandemia, uma vez que trabalhei por algum tempo num ambiente hospitalar e sempre tive o cuidado de ter um sempre comigo.
Munida dos meus conhecimentos enquanto farmacêutica e de anos de experiência em cosmetologia e desenvolvimento de formulações, através da minha marca de produtos cosméticos naturais para o corpo e para o cabelo, a Amir Cosmetics, pus mãos à obra.
O desinfetante era um produto indispensável para o meu dia a dia, mesmo antes da pandemia, uma vez que trabalhei por algum tempo num ambiente hospitalar e sempre tive o cuidado de ter um sempre comigo.
Munida dos meus conhecimentos enquanto farmacêutica e de anos de experiência em cosmetologia e desenvolvimento de formulações, através da minha marca de produtos cosméticos naturais para o corpo e para o cabelo, a Amir Cosmetics, pus mãos à obra.
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