segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

QUINZENA DOS DIREITOS: SEMANA ARRANCA COM FEIRA DO LIVRO, FORMAÇÃO EM JORNALISMO DE INVESTIGAÇÃO E FÓRUM "JUNTAS PELA IGUALDADE"

No âmbito das actividades da 8ª edição da Quinzena dos Direitos, teve início hoje a Feira do Livro, que este ano acontece tanto no espaço da Casa dos Direitos como no Centro Cultural Português, com o apoio da Cooperação Portuguesa. À semelhança das edições anteriores, a Feira reserva uma série de títulos que vão dos clássicos da literatura africana e internacional, às ciências sociais e ao direito, e que poderão ser adquiridos pelo público até ao dia 15 de Dezembro.


Esta manhã foi também marcada pelo arranque da Formação em Jornalismo de Investigação numa perspectiva de género, que será desenvolvida até ao dia 9 de Dezembro no espaço da Casa do Direitos e no Centro Cultural Português. Destinada aos profissionais de comunicação social guineense, a formação a ser ministrada pela jornalista e investigadora, Vanessa Rodrigues, tem por objectivo dotar os jornalistas de metodologias investigativas para o exercício de um jornalismo credível. Esta é uma iniciativa da AMPROCS (Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social) e da ACEP, com os apoios da Cooperação Portuguesa e da Acção Ianda Guiné! Djuntu.
































A par destas iniciativas, decorreu ainda esta manhã o Fórum "Juntas pela Igualdade", dinamizado pela MIGUILAN, que incluiu a apresentação da Declaração de Bissau sobre Direitos das Mulheres em Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Esta acção, a decorrer também no espaço da Casa dos Direitos, é desenvolvida numa lógica de seguimento do Projecto Direitos das Mulheres que assenta numa parceria entre organizações que desenvolvem trabalho na área da promoção da igualdade de género nos três países, apoiada pelo Camões I.P.. 





sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

MESA REDONDA PARA DISCUSSÃO SOBRE O FUTURO DA CASA

Esta manhã, os membros do consórcio da Casa dos Direitos estiveram reunidos com parceiros internacionais numa Mesa Redonda, onde tiveram a oportunidade de apresentar o plano estratégico para os próximos cinco anos e o portefólio de projectos em curso e em carteira. Este encontro acontece no âmbito das actividades da 8.ª edição da Quinzena dos Direitos da Guiné-Bissau, promovida pela Casa dos Direitos.


Na Mesa Redonda, participaram a Embaixadora da UE, o Embaixador da Espanha, o Representante Residente do PNUD, a Conselheira do Coordenador do Sistema das Nações Unidas para Direitos Humanos, um representante da OMS, o Adido da Cooperação Portuguesa, o Representante da Alta Comissária das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a Coordenadora do Secretariado do PBF, e membros do Consórcio da Casa.



segunda-feira, 29 de novembro de 2021

QUINZENA DOS DIREITOS 2021 ARRANCA A 1 DE DEZEMBRO NA CASA DOS DIREITOS

Dezembro marca o regresso da Quinzena dos Direitos, que já vai na sua 8.ª edição. Esta é uma iniciativa promovida pela Casa dos Direitos e ONGs associadas, à qual se juntam outras organizações nacionais e internacionais que trabalham questões relacionadas com Direitos Humanos na Guiné-Bissau.

A Quinzena dos Direitos acontece de 1 a 15 de Dezembro e reserva um conjunto de actividades abertas ao público em geral, nomeadamente feiras do livro, exposições, apresentação de livros e estudos, música, debates e djumbais, que servirão de pretexto para reflectir sobre a situação actual dos Direitos Humanos no país.

A sessão inaugural terá lugar na próxima quarta-feira, dia 1 de Dezembro, na Casa dos Direitos, a partir das 9 horas.

Esta iniciativa é coordenada pela Casa dos Direitos, em articulação com os diferentes parceiros, e conta com financiamento da Cooperação Portuguesa, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, da União Europeia, e ainda da Fundação Calouste Gulbenkian.

Acompanhe o evento no Facebook e aceda ao programa completo aqui.


quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Sessão de apresentação do regulamento da 8ª Edição do Prémio "Jornalismo e Direitos Humanos"



Hoje, a um mês da entrega do Prémio "Jornalismo e Direitos Humanos", que vai na sua 8ª edição, a Casa dos Direitos, juntamente com os parceiros do prémio LGDH - Liga Guineense dos Direitos Humanos
ACEP - Associação para a Cooperação Entre os Povos e CEsA - Centro de Estudos sobre África, organizaram uma sessão de apresentação do regulamento do prémio, dirigida sobretudo a jornalistas guineenses, que foi conduzida por Augusto Mário da Silva, presidente da LGDH, que também falou à comunicação social já no final da sessão.




Pelo oitavo ano consecutivo, os promotores da Casa dos Direitos divulgam este galardão com o objectivo de reforçar o papel dos jornalistas guineenses enquanto agentes de mudança de mentalidades na sociedade guineense, estimulando a construção de uma cultura de participação democrática e cívica, com vista à promoção e à defesa dos direitos humanos.

Recordamos que as candidaturas poderão ser feitas até dia 19 de Novembro.

Aceda a https://bit.ly/regulamento-premio-jornalismo2021 para conhecer as condições de participação.

Este prémio, que será entregue no Dia Internacional dos Direitos Humanos a 10 de Dezembro, conta com o apoio financeiro do Camões, I.P. e da União Europeia.


terça-feira, 26 de outubro de 2021

8.ª EDIÇÃO DO PRÉMIO "JORNALISMO E DIREITOS HUMANOS": ABERTURA DE CONCURSO


Pelo oitavo ano consecutivo, os promotores da Casa dos Direitos divulgam este galardão com o objectivo de reforçar o papel dos jornalistas enquanto agentes de mudança de mentalidades na sociedade guineense, estimulando a construção de uma cultura de participação democrática e cívica, com vista à promoção e à defesa dos direitos humanos.

O concurso inclui um prémio de 300.000 CFA, um computador portátil e um conjunto de livros sobre a temática dos direitos humanos para cada uma das categorias seguintes:

a) Imprensa escrita de âmbito nacional;
b) Rádio de âmbito nacional ou comunitária;
c) Televisão de âmbito nacional ou comunitário.

O período para entrega das candidaturas termina a 19 de Novembro, nos seguintes endereços:

a) Entrega por correio eletrónico: lgdh6@hotmail.com ou observatoriodireitos.gb@gmail.com;
b) Entrega em suporte papel, USB ou CD, na Casa dos Direitos, Rua Guerra Mendes, Bissau.


O regulamento do prémio pode ser consultado no site da Liga Guineense de Direitos Humanos – www.lgdh.org ou www.observatoriodireitos-guinebissau.blogspot.com ou acedendo a https://bit.ly/regulamento-premio-jornalismo2021

O anúncio dos vencedores do concurso e a respectiva cerimónia de entrega dos prémios serão realizadas nas celebrações do Dia Internacional dos Direitos Humanos 10 de Dezembro.

Esta 8ª edição do prémio conta com o apoio financeiro da Cooperação Portuguesa e a União Europeia.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

30° Aniversário da Tiniguena - Comemorações do dia Internacional da Juventude

“Papel da Juventude para o Desenvolvimento Sustentável da Guiné-Bissau”

 – Um tema para refletir no Webinar que acontece no próximo dia 14 de agosto  

 

A Tiniguena Esta Terra é Nossa - uma das organizações fundadoras da Casa dos Direitos - tem realizado projetos em várias zonas do Sul, Norte e Leste da Guiné- Bissau, em particular no Arquipélago dos Bijagós, apoiando iniciativas comunitárias em diversos domínios, tais como: governação participativa de espaços e recursos naturais, agricultura sustentável e resiliente às mudanças climáticas, segurança e soberania alimentar, conservação da biodiversidade agrícola, valorização socioeconómica de produtos da biodiversidade e dos saberes locais associados, promoção de lideranças femininas, infraestruturas comunitárias e empoderamento juvenil.

A juventude ocupa um lugar central na intervenção da Tiniguena, sendo abordada como tema transversal e público prioritário. A Geração Nova da Tiniguena (GNT), que reúne adolescentes e jovens que participaram nas visitas de estudo aos sítios do património natural e cultural nacional, é considerada como um viveiro de formação de lideranças juvenis e futuros quadros comprometidos com a salvaguarda deste património excecional. 

Pela importância que os jovens têm na intervenção da Tiniguena e no âmbito das comemorações do seu 30° aniversário, e assinalando também o dia internacional da juventude, a Tiniguena propõem aos seus jovens membros a partilha das suas visões, quanto ao “Papel da Juventude para o Desenvolvimento Sustentável da Guiné-Bissau” através do Webinar a realizar-se no dia 14 de agosto de 2021 entre as 19h30 e as 20h30, através da plataforma Streamyard, com transmissão ao vivo na página de Facebook da organização e da Geração Nova da Tiniguena.

Esta iniciativa visa colher contributos e pistas sobre o que pode ser a contribuição dos jovens para um desenvolvimento sustentável.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

COMUNICADO DA CASA DOS DIREITOS CONTRA A VIOLÊNCIA, A INTIMIDAÇÃO E A IMPUNIDADE

O Consórcio da Casa dos Direitos solidariza-se com todas as pessoas vítimas de violência e intimidação, como o mais recente caso que envolveu o antigo presidente da LGDH e co-fundador da Casa dos Direitos Luís Vaz Martins, e manifesta a sua firme condenação e repúdio por estes actos lesivos dos direitos e garantidas dos guineenses.

Leia o comunicado completo.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

MISSÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA VISITA CASA DOS DIREITOS

Uma missão de deputados da Assembleia da República Portuguesa, encabeçada pela Vice-Presidente da AR Edite Estrela, visitou esta manhã a Casa dos Direitos, onde foi recebida por vários membros do consórcio da Casa.

A delegação teve oportunidade de visitar o Espaço-Memória e de ficar a conhecer a história e os planos futuros da Casa, em prol da defesa e da promoção dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

MIGUILAN E AMPROCS NO CONSÓRCIO DA CASA

 


Na sequência do Plano Estratégico 2021-2025, e da decisão de reforço do trabalho nas áreas dos direitos das mulheres, numa perspectiva política, e da promoção da liberdade de informação e de expressão, os membros da Casa dos Direitos convidaram as ONG guineenses MIGUILAN – Mindjeris di Guiné-Bissau Nô Lanta e a Associação das Mulheres Jornalistas e Técnicas da Comunicação Social (AMPROCS) a integrar o consórcio da Casa.

A AMPROCS é uma organização recente, criada em 2015, com implantação nacional, que representa mulheres jornalistas e outras profissionais da comunicação social na Guiné-Bissau. Tem participado em projectos de promoção da igualdade de género nos media e promovido debates sobre a situação das mulheres jornalistas e a situação dos media na Guiné-Bissau.

Já a MIGUILAN é uma organização criada em pleno ciclo de instabilidade política (2012), por um grupo de mulheres para promover a participação política das mulheres, nomeadamente nos órgãos de poder e na gestão da resolução de conflitos. Tem participado em processos de advocacy para a promoção da igualdade de género e em debates sobre o contributo das mulheres para os processos de paz.

Este alargamento do núcleo de organizações que compõem o consórcio da Casa, que surge no seguimento de iniciativas levadas a cabo com ambas as organizações ao longo dos últimos anos, permitirá reforçar o trabalho nessas duas vertentes e pôr em prática, de forma mais eficaz, o Plano Estratégico 2021-25.


quarta-feira, 16 de junho de 2021

Casa dos Direitos acolhe sessão de Capacitação das Forças de Defesa e Segurança




Decorreu hoje no espaço da Casa dos Direitos a sessão de Capacitação dos Agentes das Forças de Defesa e Segurança, no âmbito do Projecto Direitos das Mulheres e Meninas que está a ser executado pela AMIC - Associação Amigos da Criança e Casa dos Direitos, financiado pelo PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Esta acção de formação tem duração de 4 dias e destina-se aos profissionais das Forças da Defesa e Segurança da Guiné-Bissau.


terça-feira, 8 de junho de 2021

Tiniguena celebra 30 anos e distingue Fátima Proença, uma das fundadoras da Casa, com Prémio Promoção da Cidadania

Didier Monteiro, Augusta Henriques, Fátima Proença e Miguel de Barros

Didier Monteiro (PCA da Tiniguena), Augusta Henriques (Tiniguena), Fátima Proença (diretora da ACEP) e Miguel de Barros (diretor executivo da Tiniguena)



No passado sábado, 5 de junho, a ONG Tiniguena "Esta Terra É Nossa" assinalou o seu 30.º aniversário. A ONG reservou um dia inteiro de programação que incluiu algumas intervenções por parte dos membros dirigentes e um conjunto de homenagens, um debate e ainda a emissão em direto do webinar "Tiniguena, 30 anos ao serviço da Guiné-Bissau" através do Facebook da organização.


A diretora da ACEP - Associação para a Cooperação Entre os Povos, Fátima Proença, foi uma das pessoas distinguidas pela organização durante a cerimónia. A Tiniguena é parceira da ACEP há várias décadas e é uma das organizações fundadoras da Casa dos Direitos.


No momento que serviu para homenagear várias pessoas importantes no percurso da Tiniguena, Augusta Henriques, em nome da ONG, presenteou Fátima Proença com um discurso de apresentação que percorreu não só a vida, mas sobretudo o trabalho de cooperação, luta e ativismo que Fátima Proença desenvolveu ao longo de mais de 40 anos, e que agora partilhamos.


A Fátima Proença, de nacionalidade portuguesa, nasceu em Coimbra, em 1953. Aos 18 anos, quando concluiu o Liceu, fez uma viagem a Paris, onde encontrou muita informação e propaganda de grupos de oposição ao regime então vigente em Portugal e também dos movimentos de libertação nas antigas colónias, que denunciavam as atrocidades do regime.

Enquanto estudava Economia no ISEG, esteve ligada aos chamados “católicos progressistas”, que colaboravam na produção e divulgação clandestina do “Boletim Anti-Colonial”. Conviveu com personalidades marcantes da luta antifascista e anticolonial, entre os quais Nuno Teotónio Pereira, que, um dia, lhe pediu para dactilografar no Stencil um documento confidencial para sua distribuição clandestina em Portugal. Era o “Relatório dos Missionários Católicos sobre o Massacre de Wiriyamu”, perpetuado pelas forças coloniais portuguesas em Tete, no Norte de Moçambique, em dezembro de 1972. 

Logo após o 25 de Abril, o grupo do “Boletim Anti-colonial” criou o Centro de Informação e Documentação Anti-Colonial - CIDAC, que foi instalado num apartamento em Lisboa cedido pela Editora Afrontamento, com uma equipa que era dirigida pelo Luís Moita e integrava a Luísa Teotónio e a Carolina Quina. O CIDAC mudaria de nome mais tarde, para Centro de Informação e Documentação Amílcar Cabral. No início dos anos 80 foi criado no CIDAC o grupo da Guiné-Bissau, com o qual a Fátima colaborou, apoiando na organização de iniciativas de formação de jovens guineenses, quadros no Estado em construção, formação de voluntários destacados para missão no país e nomeadamente na produção do Guia do Cooperante da Guiné-Bissau.  

Em 1983, a pedido do então Ministro da Informação da Guiné-Bissau, Filinto Barros o CIDAC propõe à Fátima uma missão de 2 meses a Bissau, para apoiar na organização do Centro de Documentação Amílcar Cabral, no Ministério do Plano e assegurar a formação na área documental dos responsáveis de documentação dos vários ministérios. 




Em 1985 regressa a Bissau, desta vez com o marido, Carlos Sangreman. Ele, a convite do falecido Bartolomeu Simões Pereira, então SE do Plano, para lhe prestar assessoria na organização das contas nacionais e do sistema estatístico. Ela, a pedido de Carlos Lopes, que dirigia a equipa do recém-criado INEP. Fátima iria trabalhar no Centro de Estudos Socioeconómicos do INEP, em estreita colaboração com a sua diretora, a falecida Diana Lima Handem. Trabalhou no primeiro levantamento da documentação socioeconómica para constituir a base de dados da documentação do INEP. Colaborou no lançamento do BISE (Boletim de Informação Socioeconómica) e da SORONDA. Foi neste período que a Fátima conheceu o Eng. Carlos Silva, vulgo Pepito, de quem viria a ser grande amiga e aliada de muitas lutas. 

Quando regressou a Portugal, foi trabalhar para o CIDAC, a tempo integral, integrando o departamento de Cooperação e direcção do CIDAC em 1987. E é no CIDAC que colabora e apoia vários projetos e iniciativas de vulto, que marcaram uma época na Guiné-Bissau, como o Programa Integrado de Caboxanque, PIC, implementado no Sul pelo DEPA (Departamento de Pesquisa Agrícola), dirigido pelo Pepito e a 1ª Conferência das ONGs, organizada pelo Ministério do Plano e Cooperação Internacional e no âmbito do qual foi criada a Solidami, um gabinete de apoio à coordenação da Ajuda não-Governamental à Guiné-Bissau. 

Quando o Pepito lhe anunciou que ia deixar o DEPA e criar uma ONG para continuar a trabalhar com as comunidades rurais na sua organização e melhoria de suas condições de vida, a Fátima Proença abraçou com entusiasmo o projeto de criação da Ação para o Desenvolvimento. Colaborou com a AD em variadíssimos, projetos, estudos e realizações, com destaque para a criação do GAPA - Gabinete de Apoio às Associação Camponesas, a criação das primeiras rádios comunitárias, como a Voz de Quelelé e a Kassumai.

Quando se deu a Guerra de 7 de junho de 1998, Fátima Proença abriu as portas da ACEP uma ONGD portuguesa que ela dirigia então, para acolher os seus parceiros e amigos guineenses que se refugiaram em Lisboa.  Ajudou-lhes a organizarem-se para socorrer as populações mais vulneráveis, vítimas do conflito e para intervirem no campo internacional em favor da paz na Guiné-Bissau. E assim foi criada a Rede de Solidariedade com o Povo da Guiné-Bissau, que ela coordenou juntamente com os líderes de 3 ONGs parceiras, a AD, a Aifa-Palop e a Tiniguena. A notícia da ocupação pelas forças militares senegalesas e consequente destruição parcial do INEP, atingido por bombas, foi particularmente dolorosa. Contribuir para a reabilitação do INEP passou a ser uma das prioridades da Rede. No final do conflito, a Fátima fez entrega oficial à direção do INEP de uma caixa contendo as disquetes onde estava gravada toda a documentação recolhida e catalogada sobre a guerra e o trabalho realizado pela Rede de Solidariedade

Findas as hostilidades, ela ajudaria a mobilizar parceiros e meios avultados para apoio à AD, AIFA e Tiniguena na reabilitação e relançamento socioeconómico de 3 bairros de Bissau, onde tinham suas sedes: Quelélé, Militar e Belém (2000/2003). É dessa época a criação da Escola de Artes e Ofícios de Quelélé, da qual a Fátima foi embaixadora incansável. 

Dessa época também foi o apoio que a ACEP, sob a sua direção, prestou à criação da plataforma das ONGs que intervêm na Guiné-Bissau (PLACON-GB) que desempenhou um papel importante no trabalho político das ONGs em prol do relançamento da Guiné-Bissau (2000/2008). O reforço de redes colaborativas de ONGs continuaria a merecer a especial atenção da Fátima, que apoiou vários estudos e encontros realizados sobre a temática, entre os quais a organização da 3ª Conferência das ONGs feita em Bissau, em 2017.  

Muitos outros projetos e organizações beneficiariam depois da colaboração com a Fátima e a ACEP, entre as quais a Associação de Fruticultores de Cubucaré (AFC), através do DEPA e da AD, a Associação Zona Verde, via Tiniguena e outras organizações de produtores e moradores enquadrados pelos parceiros AD, Aifa, Tiniguena e Rede Ajuda, que ela ajudou a lançar. Liga Guineense dos Direitos Humanos, AMIC, RENAJ, RENARC, RENLUV, também mereceram uma atenção especial da Fátima. Ela apostou fortemente na criação da Casa dos Direitos, fundada em 2012 e que até hoje junta organizações da sociedade civil guineense empenhadas na promoção dos direitos humanos, incluindo os cívicos, económicos e ambientais.

Fátima Proença tem sido embaixadora comprometida com a Guiné-Bissau e o seu povo durante toda a sua vida. Colaborou com muitas instituições e personalidades de destaque, quer ao nível do governo, quer da sociedade civil guineense. Fátima nunca deixou de responder sim! à Guiné-Bissau, nos momentos mais conturbados… mas também nos momentos de celebração, como este que vivemos agora... Fátima ajudou a conceber, a organizar, a dar pés para andar e asas para voar a iniciativas inovadoras, a projetos impactantes, sempre em parceria com outros guineenses e amigos desta terra, que sonharam, acreditaram e como ela, apostaram na Guiné-Bissau!


Por tudo isso a família da Tiniguena te reconhece e homenageia hoje, pelo seu 30º Aniversário, com o Prémio Promoção da Cidadania na Guiné-Bissau


segunda-feira, 7 de junho de 2021

CASA DOS DIREITOS APROVA PLANO ESTRATÉGICO 2021-2025

A Casa dos Direitos aprovou na semana passada o seu Planeamento Estratégico para o período de 2021-2025. Tratou-se de um exercício colectivo realizado pelas organizações que integram o consórcio ao longo do último ano. É a primeira vez que a Casa dos Direitos define de forma estrutural as suas estratégias de intervenção após a sua criação e instalação, em 2012. O plano está a ser ultimado e apresentado a diversas organizações estratégicas e será divulgado em breve.

A Casa dos Direitos aprovou na semana passada o seu Planeamento Estratégico para o período de 2021-2025. Tratou-se de um exercício colectivo realizado pelas organizações que integram o consórcio ao longo do último ano. É a primeira vez que a Casa dos Direitos define de forma estrutural as suas estratégias de intervenção após a sua criação e instalação, em 2012. O plano está a ser ultimado e apresentado a diversas organizações estratégicas e será divulgado em breve.  


segunda-feira, 3 de maio de 2021

CASA DOS DIREITOS ALERTA PARA AGRAVAMENTO DE CASOS DE AGRESSÃO A JORNALISTAS EM MANIFESTO

 Neste dia em que se assinala a Liberdade de Imprensa a nível internacional, a Casa dos Direitos e as organizações-membro, às quais se associaram os Repórteres Sem Fronteiras, lançam Manifesto pela Liberdade de Imprensa, pela Democracia e Estado de Direito na Guiné-Bissau. Numa altura em que se tem assistido ao agravamento de casos de agressões a jornalistas guineenses e a uma linguagem de incitamento ao ódio e à violência, as organizações signatárias consideram primordial proteger os jornalistas em exercício da profissão e exigir às autoridades nacionais o cumprimento das suas obrigações nacionais e internacionais de protecção dos jornalistas. 

No manifesto, a Casa dos Direitos reitera ainda o compromisso, assumido no Dia de África do ano passado, de trabalhar para a construção de uma instância de monitoria da comunicação no espaço público, que, simultaneamente, sinalize casos de ataques a jornalistas, as suas organizações e locais de trabalho, e denuncie práticas de desinformação e de incitamento ao ódio. Ao Manifesto promovido pela Casa dos Direitos, associam-se o Sindicato de Jornalistas da Guiné-Bissau, a Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau e os Repórteres Sem Fronteiras. 

A Guiné-Bissau ocupa agora a 95.a posição na classificação da Liberdade de Imprensa 2020 dos Repórteres Sem Fronteiras, tendo perdido 18 lugares desde 2017, uma das descidas mais acentuadas dos países da África ocidental. 

quarta-feira, 3 de março de 2021

CASA DOS DIREITOS ASSINALA DIA INTERNACIONAL DA MULHER PARA DISCUTIR OS DESAFIOS EM TEMPOS DE COVID

A Casa dos Direitos, a MIGUILAN e a ACEP assinalam o Dia Internacional da Mulher com uma Roda de Mulheres, para debater o impacto da pandemia e os desafios acrescidos que as mulheres guineenses enfrentam, face à crise.


A Roda de Mulheres terá lugar no próximo sábado, dia 6 de Março, no salão nobre da Casa dos Direitos. Para além do debate, que contará com a participação de Adama Baldé, da RENAJ; Maimuna Silá, da Fundação Ana Pereira; e Graciana Injai, da AMAE, será ainda inaugurada uma exposição e um vídeo sobre a participação política das mulheres.

A iniciativa conta com financiamento do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

DEBATE NA RÁDIO SOL MANSI NO DIA MUNDIAL DA RÁDIO 2021

A Casa dos Direitos promoveu hoje um debate sobre o papel da rádio na Guiné-Bissau, para a promoção dos Direitos Humanos, com transmissão em directo no Facebook da Casa.