
O Fórum existe há um bom tempo... foi criado em meados de 2014, mas esteve inativo porque os membros fundadores acabaram por se desligar da organização. Em 2016, decidimos reativá-lo. A ideia surgiu entre nós, colegas de diferentes meios de comunicação social que difundem programas ligados à saúde nos seus órgãos, após chegarmos à conclusão de que algo deveria ser feito, sob pena da organização ir por água abaixo.
Quando se fala em saúde pública, a comunicação voltada para prevenção é de fundamental importância. Sobretudo no caso de países como o nosso que enfrenta muitas dificuldades no combate às diferentes doenças. Tentamos consciencializar o nosso público de que se gasta mais meios tratando uma enfermidade do que adotando medidas preventivas; não é por acaso que a nossa organização se chama Fórum de Jornalistas Promotores de Saúde (FJPS).
Não queríamos perder mais tempo. Nesta mesma altura realizámos a nossa assembleia e nela uma eleição, onde me foi lançado o desafio de estar à frente da organização, como presidente. No ano seguinte conseguimos tratar dos trâmites legais, o que para mim é uma vitória, pois quando chegar a altura da minha saída, a pessoa que deverá assumir terá em mãos todos os dispositivos legais para dar continuidade ao trabalho.
“Se esta situação está a afetar o sistema de saúde de países que têm melhores recursos materiais e humanos do que nós, ao ponto de não estarem a conseguir fazer face à situação, então, mediante nossas fragilidades, o que poderá acontecer se a covid-19 chegar aqui, na Guiné-Bissau?”, foi o que nos perguntámos quando vimos que a doença já atingia severamente alguns países europeus.

